Fonte – Manu Oliveira (Facebook) Obra de Arte Júlio Guerra Idealizou Arco do Triunfo em Santo Amaro

JÚLIO GUERRA MONUMENTAL – I

– Destaque Nacional –

Modernista Genuíno, em Nova Dimensão

1. Júlio Guerra é um notável e emblemático escultor brasileiro. É um artista de grande valor, acima de qualquer suspeita.

O artista genial, simples, popular. Um artista imortal, por sua obra exemplar.

Quem produzia obras como “Mãe Preta”, “Borba Gato” e “Iguatinga”, tem lugar perene no Panteão de nossos artistas beneméritos.

Ainda que criticado e ofendido, por seu pendor para as coisas do povo, para a linguagem da arte, fiel à linguagem do povo, e pela tendência a colocar, na tela ou nas esculturas, tradições e material popular, ele seguia o seu caminho, certo de que seu valor original seria reconhecido, por seu aspecto inovador, criativo e telúrico.

Pela linguagem dos materiais e pelo temário escolhido, Júlio Guerra foi um artista revolucionário, digno de todo o respeito. Foi muito além dos cânones do Modernismo rígido.

Não precisou prestar vassalagem aos cânones da moda. Seguiu-os, sem deixar a própria intuição.

Vivia para a arte, com muita dedicação; mas não vivia da arte. É um artista modesto e simples. Da arte tirava muita satisfação. Era escultor e pintor por vocação.

Sua arte era criação autêntica, que lhe veio do coração e da vital instituição.

Não fez arte para vender. Faz arte por prazer e por convicção.

Sua arte é um ato de amor, ao seu povo, à sua nação. Serviu a Santo Amaro e ao Brasil.

Fez obras, com temas de que gostava, que lhe davam prazer e satisfação, como um canal aberto entre sua mente e sua nação, o seu povo.

Dizia-se um poeta amador. Não vivia da arte, mas da herança que o pai lhe deixou.

2. Quis ser genuinamente fiel a seu povo e a seus valores.

As críticas que recebe nada o diminuem, antes o exaltam.

Fez obra de convicção e não obra para o mercado.

Sua obra tem valores cívicos, históricos e culturais.

Fez uma obra prazerosa e não uma obra comercial. Nunca foi mercenário.

Suas obras principais são autêntico patrimônio nacional, principalmente as estátuas: O Bandeirante Borba Gato, Mãe Preta e Iguatinga.

Júlio Guerra jamais será esquecido por seu povo, que ele tanto honrou, em toda a sua vida e obra.

A obra de Júlio Guerra merece perene veneração e admiração.

São Paulo e o Brasil têm, com ele, uma alta dívida de gratidão. Enriqueceu o patrimônio artístico-cultural de seu país.

3. Júlio Guerra foi criticado e injustiçado pelo que ele tinha de mais genial, de mais original: o cultivo dos costumes e tradições de seu povo, por sua dimensão telúrica, isto é, pela influência que sua terra, Santo Amaro.

As tradições populares, tiveram destaque no temário de sua obra, e até no material escolhido para algumas de suas estátuas e para suas pinturas.

Desdenham de Júlio Guerra as pessoas mal formadas, mal informadas e limitadas, que injuriam quem se aproxima dos valores de seu país, e não imita os padrões estrangeiros da moda; que não adota ideologias oportunistas.

Júlio Guerra é moderno, porque é de todos os tempos; porque é de seu tempo.

“Se queres ser universal, começa pintando a tua aldeia”, ensina um grande mestre russo.

4. O sr. Júlio Guerra fez algumas obras-primas geniais e inovadoras que merecem maior atenção dos estudiosos, da academia e da sociedade.

Foi uma pessoa original e autêntica, liberto das tendências da moda, no Brasil e no exterior.

Vinculou-se ao seu povo, e por isso foi contestado, com argumentos inconsistentes.

Júlio foi um modernista convicto, na modernidade autêntica, voltada para a cultura de raiz.

Não foi modernista marginal, como afirmam alguns. Foi, antes, um pioneiro.

Foi um artista de seu tempo e de todos os tempos.

Teve grandes mestres, no Liceu de Artes e Ofícios, onde foi também professor.

Trabalhou com o mestre Victor Brecheret.

A Mãe Preta, estátua de bronze, o Borba Gato e Iguatinga são suficientes para consagrar Júlio Guerra, para sempre, na memória de seu povo.