Poetisa luso-brasileira e santamarense, que merece ser mais conhecida e amada por nossa gente.
Marília do Céu é o seu nome.
Nasceu, em Portugal, em 1936 (21/03), na cidade de Mirandela.
Em 1955 foi para São Tomé, com o marido; seguiu para Angola.
Em 1958 foi para Moçambique.
Finalmente, em 1978 veio para o Brasil.

Enfim, podemos dizer que Marília do Céu é uma poetisa da Lusofonia. Por aqui foi muito bem recebida a sua poesia.

Honra lhe seja feita!!

Todos os bons poeta merecem ser honrados, porque cantam a vida…

Sua poesia é cheia de vida, cheia de sonho, cheia de esperança, cheia de alegria… É cheia de ternura… cheia de encantos e de beleza! É uma poesia inspirada; uma poesia de ideias, uma poesia de fé. É uma poesia social, uma poesia da cidade.

É então uma poesia complexa, que trata dos mais variados conteúdos e sempre nos impressiona, pelo amor à vida, à humanidade, que brota quase em cada verso…

Marília do Céu viveu uma parte significativa de sua vida, nestas terras de Santo Amaro, Sul de São Paulo. Faleceu em agosto de 2012.

“Inspiração” é o nome do livro em que nos deixou o seu precioso legado poético; suas mensagens de vida!

Aqui ela aprendeu a amar este país, esta ” terra que o português criou”, como lhe chamou Gilberto Freire.

Por sua obra, podemos sentir o amor que Marília tinha pelo Brasil.

Vejamos um exemplo:

Terra Morena / encantada e serena,/ como eu tenho pena/

de não ter nascido aqui,/ mas os meu país/

feliz,feliz por ti!

Ler os poema de Marília do Céu faz bem à alma e ao coração.

Marília observa o mundo e a vida, sempre com olhar de certo encantamento; sempre com olhar de esperança.

Poesias de Marília do Céu

SÃO PAULO

São Paulo, fiz de ti / A minha terra; Do Brasil, o meu País.

Pobrezinho de quem erra

E não se sente feliz.

És a vitória do mundo/Fundada por portugueses.

És um sonho bem fecundo/Multiplicado muitas vezes.

(…)

Mas tua beleza me afaga/ E me enche de ternura.

Tu me curas esta chaga, Que distante ainda perdura.

Minha terra, não tens só / Este cravo, esta canela!

Tens muito mais que este nó / Que te faz terna, aquarela.

Cantar tua magia, Quem dera poder cantá-la!

Volta um poeta, em cada dia, / Cansado de fazer sala.

Só se Camões cá voltasse, / Para cantar tanta beleza…

E toda, te arrebatasse/ Com domínio, com destreza.

Tenho muito mais valores / Que te queria ofertar.

Consente, aonde fores, / Que te possa acompanhar…

São Paulo, fiz de ti / A minha terra,

Do Brasil o meu país.

Pobrezinho de quem erra / E não se sente feliz.